Por iniciativa da Guarda Civil Municipal (GCM), Mongaguá contará com uma Sala Rosa, espaço dedicado ao acolhimento humanizado de mulheres vítimas de violência doméstica. O atendimento será feito nas dependências da corporação e conduzido prioritariamente por guardas municipais femininas, preservando um ambiente reservado e seguro para aquelas que procuram apoio.
A inauguração da Sala Rosa está agendada para as 15:00h do dia 31 de março, encerrando a programação da Prefeitura em referência ao Mês das Mulheres.
A iniciativa atende aos princípios da Lei Maria da Penha (Lei Federal nº 11.340/2006) e fica alinhada à Lei Municipal nº 3.353/2024, que institui no município ações voltadas à proteção de mulheres vítimas de violência.
De acordo com a comandante da GCM, Daiana Franzem, idealizadora da iniciativa, o projeto surgiu a contar da realidade observada pelas equipes no atendimento às ocorrências. “Observamos um número significativo de casos envolvendo violência doméstica. A Sala Rosa nasce como um espaço de acolhimento, onde a mulher poderá ser ouvida com respeito, sigilo e segurança, recebendo orientação e encaminhamento adequado.”
Articulação – O projeto estima atuação integrada com vários órgãos que compõem a rede de proteção às mulheres, como as secretarias municipais de Assistência Social e de Saúde, além da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) e do Ministério Público.
Daiana conta que a estrutura terá equipamentos, mobiliário e ambiente preparado para escuta capacitada, além de espaço pensado também para crianças que acompanham as mães. “Todos os integrantes da corporação passarão por capacitação específica, com foco em escuta ativa, atendimento humanizado e aplicação das medidas previstas na Lei Maria da Penha.”
Ao receber o convite de inauguração, a prefeita Cristina Wiazowski saudou Daiana através do projeto e destacou que a Sala Rosa representa um avanço no fortalecimento das políticas de proteção às mulheres. “A violência doméstica é uma realidade que precisa ser enfrentada com seriedade e responsabilidade. Nosso compromisso é fortalecer a rede de proteção e garantir acolhimento, respeito e segurança quando precisarem buscar ajuda.”
Rede – Atualmente, Mongaguá já conta com uma rede de atendimento voltada às mulheres vítimas de violência, que inclui a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), à Avenida São Paulo, 851, na Vila São Paulo, e o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), à Rua Adhemar de Barros, 199, no Centro.
As unidades básicas de saúde da cidade também oferecem atendimento médico e acompanhamento direcionado. Em casos de violência sexual, o atendimento envolve o Serviço de Atendimento Especializado (SAE), além do suporte da Atenção Básica e acompanhamento por profissionais como psicólogos e especialistas.
Situações envolvendo crianças e adolescentes contam ainda com o acompanhamento do Conselho Tutelar e do Conselho Municipal da Criança e do Adolescente (CMDCA).
Canais de denúncia – Guarda Civil Municipal (GCM) 153 ou (13) 3448-1011; Central de Atendimento à Mulher – Disque 180; e Direitos Humanos – Disque 100. O atendimento é sem custo e sigiloso.
A GCM funciona na Avenida Monteiro Lobato, 10.410, no Balneário Itaguaí.
Com informações de BS9



