A Prefeitura Municipal de Mongaguá inaugurou, na próxima terça (31), a Sala Rosa na sede da Guarda Civil Municipal (GCM), ampliando o acolhimento às mulheres vítimas de violência. O novo espaço foi estruturado para defender um atendimento humanizado desde o primeiro contato com a corporação.
A iniciativa surgiu depois de a comandante da GCM, Daiana Franzem, fazer parte de uma capacitação sobre a Lei Maria da Penha. A contar da experiência, foi proposta a criação de um ambiente reservado e seguro para o atendimento inicial de mulheres em situação de vulnerabilidade.
A Sala Rosa funciona como porta de entrada para esses atendimentos, proporcionando escuta instruida em um espaço acolhedor, com acompanhamento de uma guarda municipal feminina.
Depois de essa etapa, a GCM faz os encaminhamentos necessários para outros serviços da rede de apoio, como saúde, assistência social e, quando necessário, às autoridades policiais.
Nos casos indicados, as vítimas também são orientadas a fazer exames de corpo de crime e demais procedimentos legais, preservando continuidade no atendimento e proteção integral.
O espaço ainda age como suporte ao programa Guardião Maria da Penha, amplificando as ações de enfrentamento à violência no município.
Outro diferencial da iniciativa é o cuidado com o contexto familiar. A equipe pode acionar instituições para localizar familiares ou oferecer apoio adicional, inclusive quando a mulher chega seguida dos filhos.
Conforme a gestão municipal, a criação da Sala Rosa busca incentivar denúncias e contribuir para interromper ciclos de violência, proporcionando um ambiente de confiança e respeito desde o primeiro atendimento.
Logo depois de a inauguração, uma ocorrência mobilizou a equipe da GCM próximo da Pista Padre Manoel da Nóbrega. Uma mulher em descontrole emocional foi atendida pelos agentes, recebeu apoio e, depois de se acalmar, optou por tornar para casa.
Com informações do Diario do Litoral



