A Seleção Brasileira continua na missão para driblar dois desfalques de peso no elenco principal. Rodrygo e Éder Militão passaram por cirurgias e ficarão fora da Copa do Mundo. A comissão de Carlo Ancelotti busca soluções a 17 dias da convocação oficial e 44 para a estreia no mundial.
Entretanto, esta não é a primeira vez que o Brasil é forçado a fazer mudanças de planos às vésperas da Copa do Mundo. Campeão da Copa de 1970 e personagem principal em 1974, Zé Maria teve uma despedida frustrada da Seleção.
Em 1978, o lateral faria sua despedida do time nacional, mas foi frustrado por um contratempo. Durante uma excursão à Europa na fase de preparação, teve uma distensão muscular que obrigou o técnico Cláudio Coutinho a cortá-lo.
Em 1994, o problema foi em dobro. O Brasil perdeu a dupla de zaga. O corte de Ricardo Gomes foi de se lamentar, ao se contundir em um amistoso cinco dias antes do começo da Copa do Mundo, nos Estados Unidos. Em partida contra El Salvador, o defensor deixou o campo aos 21 minutos e, depois, foi constatada a machucado muscular na coxa direita.
Já o colega de zaga, Mozer foi dispensado de maneira mais polêmica. Carlos Alberto Parreira cortou o nome do defensor da lista devido a alterações nos exames de sangue que indicavam problemas de saúde. No entanto, o jogador contestou a opção e afirmou que foi “vítima de uma manobra” para não jogar a Copa.
A Revolta de Romário O personagem principal da Copa de 1994 foi cortado do mundial de 1998, quando a Seleção já estava na concentração, no Château de Grande Romaine, na França. Romário teve um estiramento muscular na panturrilha direita durante um treino. Depois de avaliações, a comissão técnica composta por Zico, Zagallo, o médico Lídio Toledo e o supervisor Américo Faria anunciaram que o Baixinho não jogaria o torneio.
Depois de entrevista coletiva, Romário deixou o centro de treinamento, sem tentativa de esconder a raiva e foi para um hotel em Paris. O atacante deixou claro que discordava plenamente com a decisão da comissão e ainda afirmou que haviam feito para prejudicá-lo propositalmente.
O corte ocorreu em 3 de junho de 1998, sete dias antes do inicio da Copa.
“Em nenhum momento me passou pela cabeça a possibilidade do corte… Hoje, eu estou melhor, estou cada dia melhor”, afirmou o esportista dias depois. Análises feitas tempos depois constataram que com uma semana de tratamento, Romário provavelmente estaria recuperado a tempo da estreia do Brasil.
Quem será o capitão? Uma brincadeira custou a Emerson a oportunidade de levantar a taça de 2002. A Seleção Brasileira fazia o reconhecimento do gramado em Ulsan, na Coréia do Sul. Para descontrair, o volante e então capitão do time, Emerson foi para o gol defender algumas bolas. Foi quando caiu de mau jeito e deslocou o ombro. Depois de exames, foi constatada uma luxação na área.
O Brasil acabou perdendo aquele que era seu capitão. Felipão teve que agir rápido, então convocou Ricardinho para suprir a vaga na cabeça de área e passou a faixa do chefe para Cafu. Apesar do infortuno, a Seleção Brasileira se sagrou campeã do mundo e o camisa 2 pode beijar e erguer o troféu dourado.
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Com informações Metropoles



