Francisco Arrais/PMS
Depois de um verão programado por chuvas intensas e temperaturas mais amenas do que o habitual, o outono chega nesta sexta-feira (20) trazendo uma mudança gradual no tempo, sem redução brusca no calor na Baixada Santista.
A estação de transição rumo ao inverno começa ainda com ‘cara de verão’, mantendo o calor e com redução das chuvas nos primeiros dias.
A contar de sábado (21), as mudanças já iniciam a ser sentidas com as instabilidades se afastando e o tempo firme predominando, sem previsão de chuva. O sol retorna com mais força no domingo (22), quando a temperatura pode chegar a aproxamadamente 29°C.
O verão que se despede foi programado por chuvas acima da média, tanto em volume quanto em frequência, inclusive no mês de fevereiro. Ao todo, conforme com a Prefeitura de Santos, foram registrados 544,0 mm no momento, aproxamadamente 85% acima da média histórica (292,6 mm) e com precipitação em 22 dos 28 dias de fevereiro.
Além de fevereiro, janeiro e o começo de março também tiveram alta frequência de sistemas de chuva. O cenário contribuiu para temperaturas mais amenas do que o normal para a estação, com menos episódios de calor intenso.
O outono chega com a tendência de redução na frequência das chuvas, o que deve possibilitar mais dias seguidos de tempo firme e presença de sol. As temperaturas tendem a se aproximar da média ou até superá-la em alguns momentos, inclusive entre o final de março e abril, mantendo a sensação de calor.
A queda mais significativa deve ocorrer unicamente a começar de maio, quando iniciam os avanços das primeiras ondas de frio, mais comuns no final da estação.
Em relação às chuvas, não existe indicativo de volumes acima ou abaixo da média no espaço do outono. Ainda assim, episódios de chuva forte não estão descartados, embora a tendência seja de diminuição na frequência e intensidade em comparação com o verão, momento mais de muita chuva do ano.
Um ponto de atenção é o aumento na frequência de ressacas marítimas. Esses eventos podem causar impactos em estruturas costeiras, além de provocar alagamentos pontuais e interferências no trânsito, podendo afetar serviços essenciais para a área, como as travessias de catraias e balsas entre Santos e Guarujá.
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Com informações de Santaportal



