A direita é hoje a principal corrente ideológica entre os moradores-eleitores da Baixada Santista. É o que mostra a consolidação de pesquisas realizadas através do Instituto Badra nos nove municípios da área, totalizando 9.540 entrevistas presenciais.
De acordo com os dados, 34% dos entrevistados afirmam se reconhecer mais com a direita. O percentual supera com folga os 19,4% que se declaram de esquerda e os 16,3% que se posicionam ao centro. Outros 25,9% afirmam não possuir ideologia predominante, enquanto 4,9% não souberam responder.
O levantamento mostra que a direita lidera em praticamente toda a área, alcançando seus maiores índices em Bertioga, onde reúne 43,2% dos entrevistados, e em Santos, com 40%. São Vicente aparece na sequência, com 37,5%, seguida por Praia Grande, com 34,2%.
A esquerda encontra seu melhor desempenho em Santos, onde alcança 22,8% das respostas. Cubatão surge logo atrás, consolidando-se como o município de perfil ideológico mais equilibrado da Baixada Santista. Já Guarujá, Praia Grande e São Vicente apresentam percentuais semelhantes de eleitores reconhecidos com a esquerda, próximos dos 20%.
Um dos aspectos mais relevantes da pesquisa é o tamanho do grupo que rejeita classificações ideológicas. Mais de um quarto dos entrevistados da área afirma não possuir posicionamento político predominante. Em cidades como Itanhaém e Mongaguá, esse segmento supera um terço do eleitorado.
Na avaliação de cientistas políticos, esse comportamento costuma indicar menor fidelidade partidária e maior influência de fatores como desempenho administrativo, chefias locais, questões econômicas e pautas específicas no momento da escolha eleitoral.
Os números revelam ainda que, embora a direita possua clara vantagem sobre os outros campos ideológicos, a Baixada Santista apresenta um eleitorado heterogêneo, programado por forte presença de cidadãos que preferem não se enquadrar nas classificações tradicionais da política brasileira.
A consolidação regional indica, portanto, que o eleitor típico da Baixada Santista em 2026 é predominantemente reconhecido com a direita, mas convive com uma cota expressiva de moradores que rejeitam rótulos ideológicos e se posicionam de forma mais pragmática diante da política.
Com informações de BS9



