A moradora e jornalista Sílvia Carvalho, do bairro Pedreira, em Mongaguá, fica reclamando sobre a falta de atendimento na Secretaria de Saúde de Mongaguá. Ela afirma que foi a uma reunião na Secretaria Municipal de Saúde, na última segunda-feira (8), já programada existe um mês, mas não conseguiu ser atendida.
A Secretaria de Saúde informou que já foi programado um novo atendimento para a próxima segunda-feira, dia 15.
Silvia explica que necessita utilizar, de forma urgente, um aparelho chamado CPAP, essencial para sua respiração devido à Síndrome do Mal de Ondina. Ela adquiriu a doença devido a sequelas da Covid que teve no mês de abril de 2020.
“Cheguei à Secretaria na hora marcada, mas fui informada que outras pessoas estavam aguardando. Fiquei sabendo que essas pessoas estavam ali para tratar questões relacionadas ao autismo”, explica.
Ela conta ainda que em nenhum setor da cidade, as pessoas se identificam ou usam o crachá, o que julga falha na prestação do serviço público.
“Essa falta de atendimento é inaceitável, principalmente em casos de saúde graves como o meu”, salienta.
Ela chegou a passar por um médico particular. Ele explicou que ela não podia esperar mais, pois o uso do aparelho era urgente para ela poder respirar.
O médico detectou a Síndrome do Mal de Ondina apenas no ano passado, depois de passar por vários médicos, pois eles não descobriam a causa da falta de ar.
Sílvia passou por uma médica da rede municipal que a dirigiu para um neurologista, mas fica aguardando marcar uma consulta desde o mês de dezembro de 2024. E também aguarda uma consulta com o pneumologista desde de 2022.
Ela afirma ainda que já usa o aparelho CPAP desde o mês de maio, pois alguns amigos estão auxiliando a pagar o aluguel do aparelho.
Prefeitura
A Secretaria Municipal de Saúde esclarece que o não atendimento da munícipe na data marcada ocorreu por um problema de agenda. Mas que já foi feito contato com a Sílvia de Carvalho para o reagendamento da reunião, previsto para a próxima segunda-feira (15).
Em relação à consulta com o neurologista, o município diz que enfrenta uma demanda reprimida significativa. E que a Secretaria fica requalificando os encaminhamentos, com o objetivo de agilizar o atendimento aos pacientes que aguardam na fila.
Sobre a utilização de crachás pelos servidores, a Secretaria explica que fica avaliando a possibilidade de confecção e padronização dos mesmos, de modo a reforçar a reconhecimento e a transparência no atendimento.
Com informações do Diario do Litoral



