A apresentação ocorreu no Paço Municipal e foi feita através da Superintendência Regional da empresa, contando com a participação do secretário de Governo, Paulo Wiazowski Filho.
O encontro estabeleceu a interlocução necessária entre Prefeitura e empresa, em benefício do interesse público, não realizada pelas gestões anteriores, tanto que não existe registros formais acerca da instalação das primeiras torres, na Avenida Porto Alegre, no Centro. A inexistência deste vínculo motivou, inclusive, a atual Gestão Municipal notificar a empresa no último mês de outubro.
Através da proposta, o traçado de instalação de torres de transmissão de energia tem por volta de 10km e percorre as margens da linha férrea, com preponderância entre as avenidas São Paulo e Sorocabana. Os trabalhos provocarão intervenções urbanas, incluindo a supressão de regiões de vegetação. Por outro lado, será construída uma ciclovia em todo o segmento e a modernização da iluminação pública com sistema de LED.
Para a prefeita, o projeto é complicado e viabilizará melhorias, mas surtirá reflexos bastante significativos para o município em termos urbanísticos e de interferência direta na rotina das populações. E ressaltou que a Prefeitura, agora incluída no debate sobre o projeto, conseguirá, com o auxílio de suas equipes técnicas, ponderar sobre as mudanças que precisarão ser feitas no planejamento municipal.
“Precisamos garantir que o impacto desses equipamentos se restrinja ao aspecto visual, para que não tragam problemas à segurança e ao meio ambiente ou comprometam a saúde das pessoas. Nesta repaginada necessária, precisamos refletir também sobre espaços de convivência e humanização, além da ciclovia proposta. Podemos pensar ainda em bolsões de estacionamento”, comentou ela.
Uma nova rodada do diálogo fica prevista para a primeira quinzena de dezembro, para que a empresa reapresente o projeto em realidade aumentada e também, pontualmente, os pontos de influência das intervenções. A Prefeitura Municipal, por sua vez, depois de análise técnica, apresentará a concepção colegiada das propostas e contrapostas. A conclusão será o seguimento ou não dos trabalhos de instalação das torres.
Memória – A Prefeitura Municipal preserva as tratativas junto ao Governo Federal, com o auxílio do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), para conseguir a doação dos 13km da área onde fica a linha férrea para tornar viável melhorias e requalificação, e conseguir propor mais alternativas junto à Neoenergia Elektro para a instalação das torres e assim readequar melhor o território urbano.
Mongaguá também aprovou recentemente legislação que restringe a instalação de torres na zona urbana, priorizando a proteção e a qualidade de vida do povo, e os interesses públicos de ordenamento e expansão territorial. Todavia, para fazer parte da gerência do projeto da Neoenergia, que tem a anuência da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica), a Prefeitura precisa ter a tutela da área da linha férrea.
Com informações de BS9



