Arquivo pessoal
Uma adolescente, de 17 anos, foi agredida com um tapa na face e ameaçada por uma cliente enquanto trabalhava como operadora de caixa em uma loja no Centro de Mongaguá, no litoral de São Paulo. O evento ocorreu na tarde de domingo (14), dentro da loja Bem Barato, que fica na Praça Jacob Koukdjian, e é investigado através da Polícia Civil como ferimento corporal e ameaça. Veja no vídeo abaixo.
Conforme o boletim de ocorrência registrado na Delegacia de Mongaguá, a vítima exercia normalmente suas funções quando uma mulher, ainda não reconhecida, entrou no estabelecimento auxiliada da mãe com a intenção de comprar bolsas.
Durante o atendimento, um dos produtos apresentou erro de cadastro no sistema. Ao tentar corrigir o código para concluir a venda, a jovem passou a ser hostilizada através da cliente, que se exaltou e acusou a empregada de estar destratando-a.
“A fila do caixa estava grande, eu chamei caixa livre. Uma das bolsas passou com o valor errado, e elas já vieram na ignorância. Eu chamei minha colega para cancelar e, do nada, ela começou a me ameaçar, apontar o dedo na minha cara. A gente ficou quieta, não retrucou em nenhum momento”, contou em entrevista ao Santa Portal.
A mulher desferiu um tapa na face da jovem e, na sequência, passou a ameaçá-la. “Mongaguá é pequeno, ainda vou te pegar, vou te pegar na saída”, teria dito a agressora, segundo relato da vítima. Depois de a agressão, a cliente efetuou o pagamento das compras via Pix e se retirou do local. “A mãe dela ainda disse: não perde tempo que esse lixo”, completou a atendente.
Caixa de 17 anos é agredida e ameaçada por cliente em loja de Mongaguá; VÍDEO pic.twitter.com/JgN9o86WDI
— #Santaportal (@Santaportal1) December 17, 2025
Abalada, a jovem foi levada ao Pronto-Socorro Central de Mongaguá, onde recebeu atendimento médico. O laudo do Instituto Médico Legal (IML) de Praia Grande apontou a presença de hematoma e hiperemia na face direita. Apesar das ferimentos, o exame clínico geral foi considerado normal, e a adolescente foi liberada depois de atendimento.
A perícia concluiu que a vítima estava apta para ocorrência policial, e foi expedida a requisição para exame de corpo de crime. As câmeras de monitoramento podem auxiliar na reconhecimento da autora. Além disto, existe a possibilidade de obtenção de dados da agressora através do pagamento feito via Pix.
A vítima foi orientada sobre o período legal de seis meses para oferecer representação criminal, contado a contar do momento em que a autoria do crime for reconhecida. A jovem confessou que, apesar do medo, seguiu trabalhando normalmente no local.
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Com informações de Santaportal



