Com o aumento do calor e da circulação de pessoas em regiões próximas à mata, é comum que animais selvagens apareçam em regiões urbanas de Mongaguá. Para quem encontrar esses animais, a Prefeitura agrupou informações sobre como proceder, defendendo segurança para o povo e bem-estar da fauna.
De acordo com a Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente, os animais mais frequentemente vistos no município são aves, como garças, biguás, canários, saíras, tiês, bem-te-vis e quero-queros. Já em casos que envolvem resgate, os mais comuns são saruês e cobras-d’água.
Manter a calma é o primeiro passo
Na maior parte das vezes, o animal fica exclusivamente em deslocamento em busca de alimento ou abrigo. A direção principal é não intervir. Se o animal não estiver ferido e não representar risco imediato, como aves em jardins ou pequenos mamíferos de passagem, basta observar à distância e aguardar que ele siga seu caminho natural.
Caso o animal pareça detido, ferido ou permaneça em uma área de risco, o morador deve manter a calma, isolar o local para impedir a aproximação de crianças e animais domésticos e, em seguida, acionar os órgãos competentes.
O que não fazer
Tentar amparar ou afastar o animal por motivo própria pode causar acidentes. Dê uma olhada o que deve ser evitado:
Toque ou Captura: jamais tente pegar o animal com as mãos ou instrumentos improvisados;
Alimentação: oferecer comida retira o instinto de caça do animal e causa dependência, além de ser irregular perante a legislação ambiental;
Afugentamento: o uso de paus, pedras ou jatos d’água estressa o animal, podendo causar reações agressivas de defesa;
Remoção Particular: nunca leve o animal para casa ou tente soltá-lo em outro ponto da mata sem supervisão técnica.
Essas ações podem causar estresse e ferimentos, agravando situações que inicialmente não apresentavam risco.
Como impedir a aproximação de animais selvagens
Alguns cuidados ajudam a diminuir a presença de animais próximos às casas:
Manter o lixo bem vedado;
Não deixar ração de pets exposta à noite;
Manter terrenos limpos, sem acúmulo de entulhos que possam servir de esconderijo para serpentes e roedores.
Quem acionar em cada situação
Dependendo da situação, diferentes órgãos poderão ser acionados:
Fiscalização do Meio Ambiente: (13) 3448-4630 – avistamentos e orientações.
Defesa Civil (199): risco iminente à população.
Corpo de Bombeiros (193): acidentes com feridos ou risco grave.
Guarda Municipal (153) e Polícia Militar Ambiental (190): apoio em crimes ambientais ou maus-tratos.
Animais marinhos: Biopesca (13) 3356-6141.
Depois de o chamado, as equipes avaliam a situação. Se o animal precisar de cuidados, ele é direcionado para centros de reabilitação parceiros, como Gremar e Biopesca, onde recebe atendimento veterinário especializado antes de voltar à natureza.
A necessidade da preservação
Os animais selvagens têm papel de destaque na natureza, auxiliando a controlar pragas, dispersar sementes e manter os ecossistemas funcionando. Morar em uma cidade cercada através da Mata Atlântica é um privilégio que exige atenção: ao respeitar esses animais e acionar os órgãos certos, ajudamos a zelar através da natureza e através da segurança de todos.
Com informações de BS9



