Mongaguá, que se prepara para mais uma eleição, marcada para o próximo dia 8 de junho, registra um colégio eleitoral com pouco mais de 50 mil eleitores. Destes, exatos 37.369 compareceram às urnas no mês de outubro de 2024 e elegeram – através da força do voto – Paulo Wiazowski, o Paulinho (PP), para governar o município. À época ele conquistou 14.459 votos, o equivalente a 42,47% dos votos atribuídos a algum dos concorrentes. A maior votação já dada a um candidato à prefeito em Mongaguá.
Agora, quase oito meses depois, ele vê sua mulher, Cristiana Wiazowski, também do PP, despontar como a predileta do eleitorado, segundo a mais recente pesquisa Badra de intenção de voto e que ouviu, na quinta passada e sexta-feira, dias 15 e 16, 1.060 moradores-eleitores, em vários pontos de fluxo da cidade. Ela detém expressivos 53,2% das intenções, contra 23,8% de Rodrigo Casa Branca. Exatos 19,1% dos entrevistados afirmaram que não vão votar em ninguém, branco ou nulo, e outros 3,9% se dizem indecisos.
A considerar o mesmo patamar de comparecimento registrado na eleição de 2024, Cristina Wiazowski caminha para ser eleita com por volta de 19.880 votos, se aproximando muito da casa dos 20 mil votos, algo jamais visto na história política da cidade. Tal desempenho, conforme com cientistas políticos, é fruto de um bem estruturado arco de alianças e apoios, mas, principalmente, do desejo do eleitor de ver sua escolha respeitada.
“O voto é uma das poucas coisas que o cidadão brasileiro ainda acredita como seu, de dever e direito. Quando ele percebe que uma parte dos concorrentes quer decidir no tapetão, propondo ações uma atrás da outra, vê esse seu direito sendo atacado. Aí tende a votar em quem mais respeita o seu sagrado e inviolável direito ao voto”, explica o jornalista Maurício Juvenal, analista de dados do Instituto Badra, responsável através da pesquisa.
CONTRADIÇÃO
Classificando as redes sociais como terreno fértil para qualquer tipo de conteúdo, Juvenal aponta ainda uma contradição que os políticos acreditam não ser percebida pelos eleitores. “Não dá para em um dia, em posts nas redes sociais, você acusar que a judicialização eleitoral traz prejuízos para a cidade – sociais, econômicos, de tempo e de imagem – e já no momento seguinte você propor uma enxurrada de ações. Fala uma coisa e faz outra. O eleitor está atento”, argumenta.
Prova disso, segundo o especialista, fica no fato da candidatura Rodrigo Casa Branca/Renato Donato já ter sido rejeitada através do eleitor de Mongaguá quatro vezes. “Rodrigo perdeu em 2020 e 2024. Já o seu vice, Renato Donato, em 2016 e 2020. Convenhamos, não é uma boa retrospectiva. O eleitor está dizendo que quer outras opções, outros nomes. E ainda que Cristina seja esposa de Paulinho, ela representa a oportunidade de uma mulher, pela primeira vez, governar a cidade. Isso é novo e diferente na cabeça do eleitor”, pondera Maurício Juvenal.
A PESQUISA
A pesquisa Badra de intenção de voto para Mongaguá ouviu 1.060 eleitores nos dias 15 e 16 de maio. Ela fica registrada na Justiça Eleitoral sob o nº 03503/2025. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.
Rankings que medem o desempenho dos institutos de pesquisa em todo o Brasil, e baseado em metodologias que levam avaliam os acertos em relação aos resultados das urnas, mostram o Instituto Badra no Top 10, como o 8º com mais acertos, à frente inclusive de outros tradicionais como o Real Time Big Data e o Paraná Pesquisa. Especificamente no ranking planejado através da plataforma Pindograma, a Badra aparece com nota B+, a mesma do DataFolha.
Em 2024, o Instituto Badra acertou o resultado das eleições em oito dos nove municípios que compõem a Área Metropolitana da Baixada Santista. Só “errou” em Itanhaém. Ainda assim, a pesquisa divulgada na véspera da eleição mostrava empate técnico entre os candidatos Marco Aurélio e Tiago Cervantes, dentro da margem de erro. O prefeito Tiago Cervantes acabou vencendo a eleição e foi reeleito.
Com informações de BS9


