Difusão
O candidato à Prefeitura de Mongaguá, Rodrigo Casa Branca (União Brasil), de 44 anos, afirmou que, se eleito nas eleições suplementares de 8 de junho, vai atuar para a geração de empregos, com incentivos fiscais para atrair empresas, além de investir na zeladoria – destacado como principal problema da cidade. O empresário, que conseguiu 28,94% dos votos válidos no pleito de outubro, agora concorre de novo, tendo Rafael Donato (PSB) como candidato a vice-prefeito.
Casa Branca, que já chefiou o município interinamente em 2018, também destacou que o efetivo e a frota da Guarda Civil Municipal são defasados. Além do que, o candidato pontuou problemas na área saúde e o cenário político conturbado, simbolizado através da cassação do registro de candidatura de Paulinho Wiazowski (PP), que venceu o pleito feito no mês de outubro do ano passado. Apesar de eleito, ele não pôde tomar posse, conforme decisão monocrática proferida no mês de dezembro de 2024 através do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Com isso, as eleições suplementares de Mongaguá ocorrerão no dia 8 de junho, das 8h às 17h. Ficarão aptos a votar as eleitoras e os eleitores com situação regular no cadastro eleitoral e domicílio no município até 8 de janeiro de 2025. A eleição será conduzida através da 189ª Zona Eleitoral – Itanhaém, responsável pela cidade de Mongaguá, que conta com 17 locais de votação e 147 seções eleitorais.
Aproximadamente 50 mil eleitores estão aptos a fazer parte do pleito. Casa Branca (União Brasil), que concorre com e esposa de Paulinho, Cristina Wiazowski (PP), concedeu entrevista ao telejornal Bom Dia Cidades, da Santa Cecília TV, terça-feira agora (27). Cristina foi a convidada de segunda-feira (26). Veja a entrevista na íntegra abaixo:
Por que ser prefeito de Mongaguá?
O que Mongaguá sofre neste momento é com uma instabilidade jurídica e política. Estivemos à frente da prefeitura em 2018, durante seis meses de mandato interino, e realizamos um bom trabalho no município. Naquele momento, notamos que Mongaguá pode prosperar e os cidadãos viu que poderíamos mudar a nossa cidade. Tivemos uma eleição suplementar e vencemos.
Então, sabemos que Mongaguá acredita e pretende uma mudança. Desejamos superar os problemas que estamos enfrentando no município. Tenho certeza de que vamos conseguir. É uma esperança de renovação para a nossa cidade.
Caso seja eleito, quais serão as prioridades do seu governo?
A zeladoria fica bastante defasada. Foram anos de descaso. Temos problemas com mato alto, enchentes e sujeira. Em todos os bairros por onde passamos, a maioria do povo reclama do estado das ruas e das calçadas. Então, este é um dos programas prioritários que temos hoje no município.
Não podemos esquecer também do principal serviço de saúde da cidade. Temos uma unidade de pronto atendimento (UPA) que demanda de manutenção. É uma unidade com o teto comprometido e falta de médicos. Ontem à noite, por exemplo, havia somente um médico para atender, com dois enfermeiros.
A UPA fica no bairro Agenor de Campos, um dos mais populosos da cidade, e, infelizmente, não conta com um pediatra. Assim, uma mãe que tenha um problema com a criança precisa atravessar o município até o centro para conseguir atendimento médico. Precisamos trazer a especialidade de pediatria para esse bairro.
Em 2018, deixei a maternidade da cidade pronta. Agora, precisamos reabri-la. Por isso, na saúde, vamos atuar fortemente. Mesmo com a falta de remédios, nosso plano de governo contempla a distribuição domiciliar desses remédios.
Mas a zeladoria, infelizmente, é hoje nossa prioridade, porque sem ela não existe saúde no município. Temos problemas com dengue e diversas outras questões relacionadas.
Além do mais, gostaria de manifestar pesar através do caso do homem que matou a cunhada e as sobrinhas. Pensando na segurança da cidade, atualmente temos 63 agentes e somente um carro fazendo a ronda; o outro fica quebrado. Este também é um dos grandes pontos que precisamos mapear e resolver no município.
Quais são os principais desafios de Mongaguá?
A geração de empregos é um grande desafio no nosso município. Em nosso projeto de governo, incluímos a proposta de geração de empregos com isenção de impostos.
Desejamos atrair empresas de fora, disponibilizando incentivos. Dependendo da quantidade de empregos que a empresa gerar no município, ela conseguirá ter isenção fiscal.
Por exemplo, se uma empresa vier para Mongaguá e gerar 50 empregos, daremos a ela isenção de impostos por um ano. Dentro desse projeto, vamos priorizar a contratação de mão de obra local. Já fizemos isso em 2018 e deu muito certo. Em somente seis meses, conseguimos gerar quase 800 empregos.
Caso seja eleito, como será sua relação com a Câmara?
A Câmara fica para legislar e o Executivo para executar. Claro que temos que trabalhar em harmonia. Eu já fui vereador, sei como funciona. Mas, com certeza, vamos nos compreender, sempre pensando no que for melhor para o município.
Qual é a expectativa para a eleição?
A eleição será agora, no dia 8 de junho. Somos dois candidatos. Tivemos uma candidatura na qual fomos às ruas e explicamos para os cidadãos que a pessoa estava inelegível naquele momento. Parece que Mongaguá quis “pagar para ver” o que estava ocorrendo e, outra vez, em 10 anos, temos duas eleições complementares.
Estamos propondo uma renovação, diferente da maioria dos candidatos e políticos que fizeram parte da história de Mongaguá. Agora, daquele lado estão aqueles que representam o passado, e, deste lado, estamos nós, que desejamos um melhor futuro para o município.
Com certeza, desejamos romper com a política dos últimos 30 anos. Desejamos mudar Mongaguá e contamos com os cidadãos no dia 08/06.
loading…
Com informações de Santaportal



