Faltam por volta de quatro meses para as festas de final de ano e muitos comerciantes já estão de olho em como preencher os postos de trabalho na época que mais tem demanda no ano: o Natal. Mas, a preocupação antecipada, tem motivo, já que neste momento, muitos têm vagas e não conseguem preencher.
É o caso do comerciante João Vilela, dono de duas lojas de artigos para casa, ele tem ao todo 15 empregados. Com a chegada da época mais movimentada, já deseja contratar três pessoas a mais através do menos como vendedores e estoquistas, para ir treinando, mas tá difícil. “É complicado encontrar pessoas que tenham o perfil que as lojas exigem, que é trabalhar no fim de semana e o básico, cumprir horário, responsabilidade, interesse. Mudou bastante o perfil das pessoas que querem emprego e não trabalho”, diz ele.
Até porque novas vagas, conforme com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, foram criadas. De acordo com os últimos dados, referentes a junho, nas nove cidades da Baixada Santista foram contratadas 14.123 pessoas nos cinco segmentos analisados, 12.934 foram demitidas e o saldo foi de 1.189 postos a mais, no mês de maio tinham sido 586 postos a mais.
Dados do Comércio Varejista
No mês de junho, nas nove cidades da Baixada Santista, o setor do Comércio Varejista teve no total 3.228 admissões, 3.124 demissões e um saldo positivo de 104 vagas. No mês de maio, haviam sido 3.497 contratações, 3.403 desligamentos e saldo de 94.
Para o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas, a CDL Santos Praia, Nicolau Miguel Obeidi, apesar de novas vagas terem sido criadas, não pode se esquecer que a informalidade não entra na conta, somente aqueles trabalhadores com carteira assinada. “Converso diariamente com comerciantes que se queixam da dificuldade em encontrar pessoas que de fato queiram trabalhar. E quando conseguem, há dificuldades de adaptação no básico: comprometimento e responsabilidade. Por isso, a rotatividade tem sido tão grande”, completa.
Além do interesse, falta capacitação
Leandro Fiorotti Silva é dono de uma loja de moto peças e busca empregados para balcão e estoque para reforçar o atendimento, mas esbarra na falta de capacitação. Ao todo, ele tem 16 pessoas trabalhando e poderia ter mais.
“Demoro para encontrar pessoas com interesse ou experiência no ramo, e quando tento contratar vejo que o comprometimento está cada vez mais difícil. Não dá pra generalizar, mas está cada vez mais complicado”.
Relatório do desempenho das nove cidades da Baixada Santista no setor do Comércio Varejista, do melhor para o pior.
Santos
JUNHO: 1044 admissões / 933 desligamentos / saldo: 111
MAIO: 1093 admissões / 1063 desligamentos / saldo: 30
Itanhaém
JUNHO: 219 admissões / 173 desligamentos / saldo: 46
MAIO: 229 admissões / 206 desligamentos / saldo: 23
Guarujá
JUNHO: 475 admissões / 434 desligamentos / saldo: 41
MAIO: 512 admissões / 541 desligamentos / saldo: – 29
Mongaguá
JUNHO: 84 admissões / 78 desligamentos / saldo: 6
MAIO: 97 admissões / 110 desligamentos / saldo: – 13
Cubatão
JUNHO: 113 admissões / 114 desligamentos / saldo: – 1
MAIO: 109 admissões / 102 desligamentos / saldo: 7
Bertioga
JUNHO: 165 admissões / 184 desligamentos / saldo: – 19
MAIO: 191 admissões / 196 desligamentos / saldo: – 5
São Vicente
JUNHO: 376 admissões / 398 desligamentos / saldo: – 22
MAIO: 391 admissões / 370 desligamentos / saldo: 21
Peruíbe
JUNHO: 128 admissões / 154 desligamentos / saldo: – 26
MAIO: 177 admissões / 155 desligamentos / saldo: 22
Praia Grande
JUNHO: 624 admissões / 656 desligamentos / saldo: – 32
MAIO: 698 admissões / 660 desligamentos / saldo: 38
Com informações de BS9



