Você sabia que o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) de Praia Grande tem em sua frota uma motolância, responsável por agilizar os atendimentos na Cidade? A Unidade Rápida de Atendimento por Motociclista (URAM) chega mais rápido nas ocorrências e presta um valoroso serviço à população.
Criado em 2008 através do governo federal, esse serviço contribui com a diminuição do tempo-resposta das ocorrências, pois a motocicleta supera dificuldades de tráfego e também adentra locais de difícil acesso. Além de tudo, o profissional pode auxiliar no atendimento prestado pelas equipes de Unidade de Suporte Avançado (USA) ou Unidade de Suporte Básico (USB). Funcionando desde 2014 no Município, esse serviço é acionado através da Central de Regulação do SAMU, que recebe o chamado através do 192 e aciona os recursos necessários para o atendimento da ocorrência.
“As URAMs chegam antes das ambulâncias e a gente tem esse papel de tentar reverter uma parada cardiorrespiratória, uma broncoaspiração, uma obstrução do trato respiratório, atender um baleado, uma vítima de afogamento, dar um suporte mais avançado junto ao bombeiros, chegar a locais de difícil acesso, seja em uma área de mata que já realizamos atendimento ou mesmo em um acidente na Via Expressa Sul, por exemplo, que pode afetar o trânsito e a motolância consegue chegar antes e fazer os primeiros atendimentos”, explica o técnico de enfermagem condutor de motolância, Marcio Pires, que age neste trabalho em Praia Grande desde seu começo.
O serviço feito através do técnico e a motolância efetua uma média de 20 atendimentos na semana. A unidade fica estrategicamente localizada na base do SAMU da Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) Quietude, permitindo o acesso mais breve provável em todo o território e, às vezes, prestar suporte até em Mongaguá, a depender da gravidade da ocorrência na município vizinho.
“Em casos de acidentes em vias, eu chego com a moto antes, organizo o trânsito e já vou passando para a Central via rádio o que está acontecendo e os tipos de recursos que serão necessários. Por exemplo, se tiver carga perigosa, se for vazamento, caso tenha um incêndio, ou uma vítima presa às ferragens, se há fratura exposta, o que vai demandar uma USA, se tiver múltiplas vítimas vou precisar de mais unidades. E quando as ambulâncias chegam eu ajudo no atendimento. E ao término da ocorrência no local, em algumas situações, vou na frente do veículo para que a ambulância chegue o mais rápido ao seu destino”, conta Pires.
A motolância conta com vários insumos e equipamentos para auxiliar o profissional no atendimento. Dentre eles o desfibrilador externo automático (DEA), talas para imobilização de traumas, ataduras, compressas, gazes, material para punção, materiais de vias aéreas. “Eu chego e faço os exames primários, verifico sinais vitais, pulso, respiração, meço a glicemia capilar (que vê a quantidade de glicose no sangue), uso o oxímetro (que mede a saturação do oxigênio no sangue). Por exemplo, no caso de uma pessoa diabética, em que a hipoglicemia mata muito mais rápido que a hiperglicemia, após o exame eu posso fazer um acesso venoso no paciente e aplicar glicose, de acordo com a orientação médica pela Central”.
Experiência – Com 30 anos de experiência em salvamentos, Pires passou através do Exército, tem a formação de auxiliar e técnico de enfermagem. O profissional já atuou como bombeiro industrial, guarda-vidas e comandou o serviço de resgate da Pista Rio-Santos, através do Departamento de Estradas e Rodagem de São Paulo (DER-SP), por 10 anos. Com toda essa experiência na bagagem, sua maior alegria é quando o atendimento é concluído com sucesso.
“Eu gosto dessa adrenalina, sou um apaixonado pelo que faço. Quando você chega e faz a diferença na vida da pessoa, você vê o alívio das pessoas naquele momento, em que você chega ao local e já faz o atendimento. O sentimento é único. Não tem como descrever a satisfação de estar na frente desse serviço, eu gosto muito”, comenta, emocionado, Pires.
Frota – À motolância se soma com uma pujante frota do SAMU, renovada no mês de março de 2025 com a aquisição de nove novas ambulâncias. Atualmente, o SAMU tem uma frota composta por 11 ambulâncias e uma motolância, além de cinco veículos de reserva técnica. Esses novos veículos são equipados com kit contendo desfibrilador externo automático (DEA), oxímetro e aspirador portátil.
Um dos destaques das novas ambulâncias do SAMU é a Unidade de Suporte Avançado (USA) com UTI Neonatal. O equipamento pretende ampliar e dar mais qualidade à assistência dos bebês recém-nascidos que precisarem de transporte de urgência e emergência.
A frota de Unidades de Transporte de Saúde (UTS) também foi completamente renovada e ampliada, com a aquisição de oito novos veículos. Até então, eram cinco que faziam o transporte de pacientes entre unidades de saúde. Com a nova aquisição através da Gestão Municipal, o serviço passa a contar com oito unidades novas e modernas. As UTS fazem o transporte e remoção de pacientes que atendem a critérios específicos, como estarem acamados ou ainda serem oxigênio dependentes. Os atendidos precisam possuir laudos para usufruírem do serviço.
Referência – Praia Grande tem uma das melhores estruturas de Urgência e Emergência da Baixada Santista. O Município conta atualmente com quatro bases descentralizadas do SAMU que fazem o atendimento de urgência e emergência em todo o território. As unidades ficam nos bairros Boqueirão, Maracanã, Quietude e Samambaia. A disposição das bases operacionais em Praia Grande é um dos motivos apontados para a rapidez nos atendimentos prestados. Para acionar o SAMU, basta discar 192.
Além das bases descentralizadas do SAMU, a Cidade tem ainda três unidades de saúde que são referências para os atendimentos de Urgência e Emergência na Cidade e formam uma das estruturas mais completas da Baixada Santista neste setor. São elas: o Pronto-Socorro Central, no Bairro Guilhermina, e as UPAs dos bairros Quietude e Samambaia, que atendem 24 horas diariamente, sete dias por semana.
A esses equipamentos se soma o Hospital Municipal Irmã Dulce (HMID), que recebe os casos de maior complexidade e faz cirurgias de urgência e emergência e também procedimentos eletivos (previamente agendados, que não são urgentes). Com mais de 250 leitos, o HMID é unidade-referência do Estado na Baixada Santista nas especialidades traumatologia e neurocirurgia e atende pacientes de toda a Área. A unidade hospitalar faz ainda cirurgias em diversas outras regiões, em especial cirurgia vascular, atendendo inclusive, casos complicados.
Com informações de BS9



