O calor intenso que atinge a Baixada Santista nos últimos dias já começa a refletir na rede pública de saúde de parte das cidades. Com alerta vermelho emitido através do INMET e através da Defesa Civil do Estado de São Paulo, as prefeituras da área informaram como fica o cenário dos atendimentos relacionados aos efeitos das altas temperaturas, como insolação, desidratação e mal-estar.
Em Santos, a Secretaria Municipal de Saúde confirmou um atendimento por insolação feito através do Samu desde a última segunda-feira (22) até o momento.
Já em Mongaguá, o impacto foi mais importante. Apenas na próxima sexta (26), entre 7h e 16h, a UPA registrou 195 atendimentos, dos quais 80 casos (em torno de 41%) estavam diretamente relacionados ao calor. As principais queixas incluem desidratação, tontura, cefaleia, náuseas, queda de pressão e agravamento de doenças crônicas, sobretudo entre idosos, crianças e pessoas com comorbidades. Diante do aumento da demanda, a unidade reforçou o atendimento e reforçou orientações sobre hidratação e exibição ao sol.
Em São Vicente, a Secretaria da Saúde informou que não existiu registros de atendimentos ou internações relacionados diretamente às altas temperaturas até o momento. O município reforçou orientações preventivas à população, como hidratação incessante, consumo de alimentos ricos em água, uso de protetor solar e impedir o sol entre 10h e 16h.
A Prefeitura Municipal de Peruíbe informou um balanço do momento entre 1º e 25 de dezembro, com 5 casos de queimadura solar, 104 registros de pressão alterada, 9 ocorrências de insolação ou síncope por calor e 89 atendimentos por mal-estar ou fadiga. De acordo com a Secretaria de Saúde, os números estão dentro do padrão habitual para o mês.
Em Praia Grande, a Secretaria de Saúde Pública informou que, até o momento, não foi constatado aumento nos atendimentos por causas associadas ao calor nas unidades de urgência e emergência. O município continua monitorando a situação diante da previsão de manutenção das altas temperaturas.
Situação semelhante foi relatada em Bertioga, onde, segundo o INTS — gestor do Hospital Municipal —, não houve registros de entrada por motivo do calor nas últimas 24 horas.
Em Itanhaém, a UPA informou que existe registros de pressão alta ou baixa, mas sem relação direta comprovada com insolação até o momento.
As prefeituras de Guarujá e Cubatão também foram contatadas, mas ainda não direcionaram respostas. Por isso, esta reportagem ainda continua em atualização assim que chegar novos dados.
As autoridades de saúde reforçam que, enquanto o alerta vermelho permanecer, o povo deve redobrar os cuidados, manter hidratação frequente, impedir exibição prolongada ao sol e buscar atendimento médico diante de sintomas persistentes como tontura, fraqueza, náuseas ou desmaios.
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Calor extremo no litoral: veja os principais cuidados
Durante momentos de altas temperaturas, particularmente em cidades litorâneas, onde a sensação térmica costuma ser ainda maior, autoridades de saúde recomendam atenção redobrada. Veja os principais cuidados:
Hidrate-se incessantemente, mesmo sem sentir sede; prefira água, água de coco e sucos naturais
Evite exibição direta ao sol entre 10h e 16h, quando a radiação é mais intensa
Use protetor solar, reaplicando a cada 2 a 3 horas, principalmente depois de entrar no mar ou suar
Prefira roupas leves, claras e de tecidos que facilitem a transpiração
Utilize acessórios de proteção, como boné, chapéu, óculos com proteção UV e guarda-sol
Consuma alimentos leves e ricos em água, como frutas, verduras e legumes
Evite atividades físicas intensas nos horários mais quentes do dia
Redobre os cuidados com crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas, que são mais vulneráveis ao calor
Ao sinal de sintomas como tontura, náusea, fraqueza, dor de cabeça, desmaio ou confusão mental, procure atendimento médico imediatamente
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A recomendação geral é diminuir esforços, buscar locais ventilados ou climatizados e acompanhar os comunicados oficiais enquanto o calor extremo persistir.
Com informações do Diario do Litoral



