Reprodução/Agência Brasil
Campanhas de vacinação e medidas preventivas contribuíram para uma redução de 54,93% nos casos de dengue na Baixada Santista. As informações foram fornecidos pelas prefeituras de Santos, Praia Grande, Mongaguá, Peruíbe e Guarujá, e comparam o primeiro semestre de 2025 com o mesmo momento de 2024.
A queda se deve, principalmente, ao reforço no monitoramento de regiões críticas, com cobertura ampliada e antecipada, o que auxiliou a impedir focos do mosquito transmissor.
Peruíbe registrou a maior redução proporcional entre os municípios. Em 2024, foram confirmados 1.974 casos da doença; em 2025, esse número caiu para 400, representando uma queda de 79,74%. De acordo com a Prefeitura, o principal fator para essa melhora foi o reforço nas ações de enfrentamento ao Aedes aegypti, com foco na prevenção da proliferação do mosquito.
No mês de julho, foi feita a terceira Avaliação de Densidade Larvária (ADL), que orienta medidas localizadas de controle. Neste ano, as campanhas de conscientização e vacinação começaram mais cedo.
Em Mongaguá, foram registrados 293 casos, 13,57% a menos que no primeiro semestre de 2024. A vacinação fica disponível em todas as nove Unidades Básicas de Saúde (UBSs), de segunda a sexta-feira, das 9h às 15h, para pessoas entre 10 e 14 anos.
Santos apresentou uma queda de 16,74% nos casos, a segunda menor redução entre os municípios analisadas. De janeiro a julho de 2024, foram contabilizados 4.653 casos; em 2025, o número caiu para 3.874. A Prefeitura Municipal destaca que a colaboração do povo tem sido essencial, com muitos moradores permitindo a entrada dos agentes para a reconhecimento de focos e eliminação de criadouros.
Além das visitas domiciliares, Santos também investiu na vacinação de crianças entre 10 e 14 anos, em ações de nebulização em regiões com maior incidência do mosquito e em vistorias em locais de grande circulação, como escolas, shoppings, borracharias e ferros-velhos. Palestras e campanhas educativas também fazem parte da estratégia.
Praia Grande registrou uma redução de 65,80% nos casos, além de um recuo de 70% no índice larvário em comparação com janeiro deste ano. O município adotou medidas como o uso de armadilhas em pontos estratégicos, que permitem a catalogação das espécies de mosquito, e a soltura do peixe Lebiste (ou Barrigudinho), que se alimenta das larvas do Aedes aegypti.
Moradores podem pedir a soltura dos peixes ou denunciar focos de dengue com o auxílio da Ouvidoria SUS, com o telefone (13) 3472-9764. Por volta de 42% do povo entre 10 e 14 anos já recebeu a primeira dose da vacina. Quanto à segunda dose, mais de 18% do público-alvo foi imunizado. A vacina fica disponível nas 31 Unidades de Saúde da Família (Usafas), de segunda a sexta, das 9h às 16h.
Guarujá também alcançou uma redução expressiva nos casos. Em 2024, foram 8.450 registros no primeiro semestre; neste ano, o número caiu para 2.623 — uma queda de 69%. O município promoveu ações de vacinação em oito escolas públicas, vacinando mais de 500 crianças. Além disto, utiliza os peixes barrigudinhos (Poecilia reticulata) como apoiadores na eliminação de larvas em locais de difícil acesso.
Durante o momento de menor incidência da doença, Guarujá tem feito pesquisas larvárias em diferentes bairros para mapear a infestação e planejar novas ações baseado nos dados obtidos.
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Com informações de Santaportal



