Reprodução/Instagram @mongaguanewsoficial
Um visitante ilustre e pouco comum chamou a atenção de banhistas e moradores na manhã desta terça-feira (22) na praia de Agenor de Campos Mongaguá, no litoral de São Paulo. Um elefante-marinho-do-sul (Mirounga leonina), medindo em torno de 2,5 metros de comprimento, saiu do mar e permaneceu por quase uma hora na faixa de areia perto da Plataforma de Pesca.
A presença do animal fica sendo auxiliada através da equipe do Instituto Biopesca, uma das instituições que executam o Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS). O projeto é uma exigência do licenciamento ambiental das atividades da Petrobras na área e pretende monitorar os impactos sobre a fauna marinha, com supervisão do Ibama.
De acordo com os biólogos do instituto, o elefante-marinho aparenta estar saudável, sem ferimentos visíveis. A hipótese mais provável é que ele esteja em descanso depois de uma longa jornada migratória. No entanto, a movimentação de pessoas na praia tem dificultado sua permanência por momentos mais longos na areia.
Apesar de ser raro e despertar a curiosidades de especialistas e banhistas, o povo tem sido orientada a manter distância e impedir aproximação. Apesar de parecerem dóceis, esses animais são selvagens e podem reagir de forma imprevisível quando se sentem ameaçados.
O PMP-BS monitora o litoral entre os estados de Santa Catarina e Rio de Janeiro, dividido em 15 trechos. O Instituto Biopesca é responsável através do Segmento 8, que abrange de Peruíbe a Praia Grande. Além do monitoramento, as equipes oferecem atendimento veterinário a animais marinhos vivos que estejam debilitados e realizam necropsias de animais achados mortos.
Elefante-marinho-do-sul, mamífero de 2,5 metros, repousa em praia de Mongaguá
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— #Santaportal (@Santaportal1) July 23, 2025
Espécie rara no litoral paulista
Originário das águas geladas das ilhas subantárticas, o elefante-marinho-do-sul é um dos maiores representantes do grupo dos pinípedes – que inclui também focas, morsas e leões-marinhos. Durante o inverno, sujeitos jovens da espécie costumam aparecer ocasionalmente no litoral sul do Brasil, particularmente no Rio Grande do Sul, para se alimentar ou descansar.
Em caso de avistagem de animais marinhos debilitados ou mortos, o povo pode acionar o serviço de resgate com o telefone 0800 642 3341 (horário comercial) ou através do WhatsApp (13) 99653-9124.
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Com informações de Santaportal



