Propaganda/Polícia Civil
A Polícia Civil do Distrito Federal fez uma operação na manhã desta sexta-feira (15) contra uma quadrilha que tem especialização no golpe do falso advogado. Os agentes cumpriram oito mandados de prisão temporária e nove de busca e apreensão em São Paulo, São Sebastião e Mongaguá (ambas no litoral paulista).
Nos golpes, os bandidos usam dados vazados de advogados para entrar processos judiciais em andamento. Com início das informações como número de processo, tipo da ação e partes envolvidas, eles se passam por advogados ou por escritórios, induzindo as vítimas a fazerem pagamentos de supostos impostos ou taxas. De acordo com a polícia do DF, foram bloqueados R$ 507,7 mil em contas bancárias, ativos financeiros e de criptomoedas.
Batizada de Quimera, a operação é realizada através da Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos da PCDF, com apoio da Divisão de Operações Especiais, e a Polícia Civil de São Paulo apoia as investigações. Ao todo, 50 agentes participam da ação contra a quadrilha do golpe do falso advogado.
Conforme a polícia, uma das vítimas recentes é uma pessoa de 65 anos que vive no Distrito Federal e teve prejuízo de R$ 500 mil.
“Os investigados responderão pelos crimes de estelionato qualificado pelo meio eletrônico, associação criminosa e lavagem de dinheiro, cujas penas máximas, se somadas, podem chegar até 23 anos de reclusão”, afirmou, em comunicado, a Polícia Civil do DF.
A corporação aponta que a profusão deste tipo de golpe também afeta a credibilidade do sistema de justiça e a advocacia.
No mês de julho, a Polícia Civil do Rio Grande do Sul também realizou uma operação em São Paulo contra suspeitos de uma planejamento que aplicava os golpes naquele estado.
Golpes aumentam
Pesquisa realizada através do Datafolha e encomendada através do Fórum Brasileiro de Segurança Pública exibiu que, entre julho de 2024 e junho de 2025, um de cada três brasileiros com 16 anos ou mais de idade – em torno de 56 milhões de pessoas – declarou ter sido vítima de fraude em meio digital com algum prejuízo financeiro direto.
Mais de 32 milhões de brasileiros, ou quase uma de cada cinco pessoas (19,1%) com 16 anos ou mais no país, foram ameaçados ou chantageados por bandidos que usaram dados deles ou de familiares para exigir dinheiro nos últimos 12 meses. A situação gerou um prejuízo previsto de R$ 24,2 bilhões.
Este é o tipo de crime mais comum relatado através da população e mostra uma diferença no perfil de crimes patrimoniais no país. Enquanto os roubos caem, os golpes crescem. As tentativas mostram 5.300 pessoas acionadas por hora no país. Ao todo, 46,4 milhões de brasileiros relataram ter sofrido algum contato por mensagem ou ligação telefônica envolvendo falsas centrais de segurança no momento analisado, de julho de 2024 a junho de 2025.
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Com informações de Santaportal



