A Prefeitura Municipal de Mongaguá tem tentado nos últimos dois meses que o Governo do Estado desconsidere a devolução através da gestão anterior do edifício da Escola Regina Maria, em Agenor de Campos. Com a transferência, a rede estadual ocuparia em 2026 as 10 salas de aula da unidade para o Ensino Médio, descobrindo sobremaneira a assistência do Ensino Fundamental II, que é de competência da cidade.
Em visita à Secretaria Estadual de Educação, terça-feira agora (18/11), a prefeita Cristina Wiazowski apresentou novos argumentos para tentar sensibilizar o secretário-executivo da Pasta, Vinicius Mendonça Neiva. A deputada estadual Camila Godoi, que tem participado de forma ativa desta interlocução, também participou do encontro.
De acordo com a chefe do Executivo, Mongaguá, hoje, registra uma lista de 800 alunos do Ensino Fundamental II que necessita ser contemplada, e as unidades de ensino daquela área de Agenor de Campos não conseguem mais abarcar esta demanda. Com isso, esse volume de estudantes teria que ser distribuído em escolas mais distantes de suas casas, podendo, inclusive, provocar evasão.
“Entendemos que essa devolução foi equivocada, pois cria barreiras de acesso aos estudos pelos alunos e gera insegurança aos pais. Obviamente, queremos beneficiar todos os alunos, afinal todos eles são moradores de Mongaguá e igualmente têm direito. A questão é que precisamos acomodar as situações e equilibrar o atendimento aos níveis de ensino”, ressaltou Cristina.
De acordo com o Estado, o edifício da Escola Regina Maria foi inserido no escopo de trabalho da rede estadual para 2026. Apesar disso, conforme com a prefeita, 10 salas é uma quantidade excedente para a demanda do Estado no município, que poderia ser acomodada em três ambientes.
“Uma alternativa possível, providencialmente para 2026, seria o compartilhamento do espaço. De repente, de manhã e à tarde pelo município, e à noite, pelo Estado. Ao longo do ano poderíamos ajustar as questões e propor soluções mais enérgicas para 2027. O importante é não deixar nenhum aluno sem estudar, e, de preferência, que ele tenha acesso à escola mais próxima de sua casa”, ponderou a prefeita.
Em virtude das argumentações, o secretário-executivo pediu o agendamento de uma nova reunião para a semana pós-feriado prolongado, em Mongaguá, envolvendo técnicos da Prefeitura e equipes da Diretoria Regional de Educação na Baixada Santista, para um estudo de possibilidades.
Participaram do encontro de terça-feira ainda os secretários municipais de Governo, Paulo Wiazowski Filho, e de Educação, Maria Marta Soares, além da secretária-adjunta de Educação, Jaqueline Bartiê; do responsável através da Unidade Gestora de Convênios da Prefeitura, Ricardo dos Santos Ferreira, e da assessora parlamentar da Secretaria Estadual de Educação, Andrea Grecco.
Com informações de BS9



