Júlio Koema/Difusão Prefeitura de Mongaguá
O Parque Ecológico de Mongaguá encerrou 2025 com a conquista da licença oficial de Jardim Zoológico. O processo, iniciado em 2007, foi concluído depois de quase duas décadas de adequações a rigorosas exigências técnicas e ambientais. Com o novo status, o espaço deixa de ser exclusivamente um mantenedouro e passa a integrar o seleto grupo de instituições brasileiras autorizadas a fazer programas de conservação e intercâmbio de animais.
Atualmente, o Parque abriga por volta de 500 animais, entre aves, répteis, mamíferos e peixes. “Na região, por exemplo, só temos o Zoológico do Bargieri, em Itanhaém, e o Orquidário de Santos. Então estamos em um grupo pequeno de locais que podem contribuir para abrigar esses animais que não têm mais condições de retorno à natureza”, explicou o biólogo responsável, Daniel Bortone.
Segundo ele, o processo até a liberação foi longo e desafiador. “Enfrentamos muita burocracia, reformas exigidas pelo órgão ambiental e até a mudança do órgão fiscalizador no meio do processo, que antes era o Ibama e passou a ser a Secretaria de Meio Ambiente do Estado de São Paulo”, detalhou.
Um novo horizonte para a fauna
A nova licença abre portas para que o Parque receba animais de outros zoológicos e centros de triagem (Cetas), além de permitir a participação em programas de reprodução de espécies ameaçadas. O local também se torna um polo para pesquisadores acadêmicos.
“Agora podemos contribuir de forma mais efetiva com a conservação, além de melhorar os recintos e ampliar a experiência do público”, destacou o biólogo. O que se espera é de aumento no número de visitantes à medida que novos animais forem chegando e os espaços forem sendo aprimorados.
Entre as próximas novidades já previstas estão a chegada de macacos-prego e tucanos-toco, que precisam ser buscados nos próximos 15 dias em instituições parceiras.
Chegada de novos moradores
Programando essa nova fase, o Parque Ecológico recebeu quinta-feira agora (8) um casal de faisões dourados, além de três pavões e seis marrecos, que já poderão ser vistos através do público. As aves foram doadas e, por serem consideradas animais domésticos através da legislação, são permitidas sem necessidade de autorizações específicas, como ocorre com os animais selvagens.
Parentes próximos dos pavões, os faisões dourados são criados existe centenas de anos como animais domésticos e apresentam diversas variações de cores. A alimentação é variada e inclui sementes, folhas, frutas e insetos. Inicialmente, eles ficarão no viveiro interativo, onde passarão por um momento de adaptação com outras aves. Caso não se adaptem, conseguirão ser transferidos para outro recinto.
Todos os animais recebidos através do Parque passam por avaliações e momentos de adaptação para preservar o bem-estar e a segurança de todos. “Como eles já vêm de outras instituições, já passaram por avaliações e quarentenas rigorosas, mas ao chegar respeitamos um período de adaptação e, se necessário, nova quarentena”, explicou o biólogo.
Parque Ecológico de Mongaguá
Para quem deseja conferir as novidades e conhecer de perto os novos moradores do parque, as visitas estão abertas de terça a domingo, das 9h às 17h (com fechamento da bilheteria às 16h). O Parque Ecológico fica localizado na Avenida Governador Mário Covas Júnior, 10.410, em Agenor de Campos. O ingresso custa R$ 10,00. Idosos e estudantes (mediante comprovação) pagam R$ 5,00. Crianças até 7 anos e pessoas com deficiência (com um acompanhante) são isentos de tarifa.
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Com informações de Santaportal


