Com a chegada das altas temperaturas, os cuidados com cães e gatos precisam ser redobrados. Além do desconforto térmico, o calor excessivo é um fator de risco para desidratação, queimaduras nas patas e intoxicações alimentares, podendo evoluir para quadros graves de hipertermia. Para orientar os cidadãos, a médica veterinária sanitarista Nanci do Carmo destaca as principais medidas para defender o bem-estar dos animais durante a estação.
Hidratação e proteção contra o calor
De acordo com a veterinária, manter os animais bem hidratados é fundamental. A recomendação é oferecer água limpa, fresca e disponível o tempo todo, com troca frequente no espaço do dia. Também é indicado espalhar mais de um recipiente através da casa, sempre em locais sombreados.
“Fontes de água podem estimular o consumo, principalmente entre os gatos. Alimentos úmidos, como sachês e patês próprios para pets, também ajudam na hidratação”, explica Nanci. Em dias muito quentes, pedras de gelo na água ou petiscos congelados específicos para animais poderão ser usados.
Os tutores precisam ficar atentos aos indicativos de superaquecimento, como ofegação intensa, língua muito vermelha ou arroxeada, salivação excessiva, fraqueza, vômitos, diarreia, tremores, convulsões ou desmaios. A hipertermia é considerada emergência veterinária e o animal deve ser levado imediatamente para atendimento.
Atenção: nunca deixe animais em carros fechados, nem por poucos minutos.
Atenção especial a grupos mais vulneráveis
Cães idosos, filhotes e animais braquicefálicos (focinho curto), como pug, bulldog, shih-tzu e gatos persas, exigem cuidados extras. Esses animais têm maior dificuldade de regulação térmica. A direção é impedir exibição ao sol, não forçar exercícios e manter ambientes bem ventilados.
Horários adequados para passeios
Os passeios precisam ser realizados antes das 9h ou depois de as 18h. Um teste simples ajuda a impedir queimaduras: se o tutor não conseguir manter a mão ou o pé descalço no chão por cinco segundos, o local fica quente demais para as patas do animal. Priorize gramados e regiões sombreadas e sempre leve água para o trajeto.
Doenças transmitidas por vetores e prevenção
Durante o verão, principalmente em cidades litorâneas como Mongaguá, aumenta a incidência de doenças transmitidas por vetores, como a doença do carrapato, a leishmaniose e a dirofilariose (verme do coração), favorecidas através do calor e através da umidade. Os indicativos iniciais mais comuns incluem apatia, febre, falta de apetite, perda de peso e, em alguns casos, sangramentos.
A prevenção deve ser feita com o uso regular de antiparasitários, sempre com direção veterinária, como coleiras repelentes, pipetas ou remédios orais. “Esses cuidados devem ser adotados preferencialmente antes da exposição ao ambiente de praia”, alerta Nanci.
Além do que, é fundamental manter o ambiente limpo, impedir água parada e não usar produtos caseiros ou inseticidas domésticos nos animais, que podem causar intoxicações. Manter o calendário vacinal em dia e fazer a vermifugação periódica também são medidas essenciais, principalmente para pets que frequentam praias, praças ou têm contato com outros animais.
Alimentação e riscos nas festas de final de ano
No verão, a ração não deve ficar exposta por longos momentos, pois o calor favorece a proliferação de fungos e bactérias. A alimentação deve ser armazenada em local seco e fresco, respeitando sempre a validade.
Alimentos típicos das festas de final de ano representam risco para cães e gatos. Chocolate, uvas, passas, cebola, alho, ossos cozidos, bebidas alcoólicas, doces e carnes gordurosas podem causar intoxicações graves, pancreatite e até trazer o animal a óbito.
Atenção ininterrupto é a melhor prevenção
O bem-estar dos animais depende da observação ininterrupto dos tutores. Ao notar qualquer comportamento atípico, a recomendação é buscar direção profissional imediata para defender que o pet desfrute a estação com saúde e alegria.
Com informações de BS9



