Quando uma emergência ocorre, um acidente, um mal súbito, um incêndio ou qualquer situação de risco, cada segundo conta. Muitas vezes, contudo, o pânico e a falta de informação fazem com que a ligação para o serviço de socorro seja confusa ou incompleta, o que pode atrasar o atendimento.
Saber qual número ligar e como repassar as informações ao atendente é o primeiro passo para assegurar que o suporte chegue com rapidez e precisão. Para orientar os cidadãos, a Prefeitura de Mongaguá traz informações essenciais sobre os serviços de emergência e o uso correto de cada número.
Os principais números de emergência e quando utilizá-los
Corpo de Bombeiros (193): acione em situações que envolvam incêndios, salvamentos aquáticos, resgates em altura ou em estruturas, vítimas apreendidas em ferragens, acidentes com produtos perigosos e ocorrências que apresentem risco imediato à vida.
Polícia Militar (190): deve ser acionada em ocorrências de segurança pública, como furtos, roubos, violência doméstica, brigas, perturbação do sossego, conflitos em vias públicas e qualquer situação que envolva risco à integridade física ou à ordem pública.
SAMU – Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (192): ligue em caso de emergências médicas, como infarto, AVC, crises convulsivas, dificuldades respiratórias súbitas, traumas graves, quedas com plausível fratura e acidentes de trânsito com vítimas.
Guarda Civil Municipal (153): atende ocorrências que envolvam segurança pública no âmbito municipal, apoio ao patrimônio público e situações de menor potencial ofensivo. Também presta suporte às demais forças de segurança.
Defesa Civil (199): deve ser chamada em casos de desastres naturais, como deslizamentos, enchentes, inundações, quedas de árvores de grande porte, desabamentos e riscos estruturais iminentes.
Atenção: ligações falsas (trotes) prejudicam os cidadãos, sobrecarregam as linhas e desviam equipes de atendimentos reais. O uso correto desses números salva vidas.
O que dizer na ligação — A Regra dos 4 Pontos
Manter a calma e responder objetivamente ajuda o atendente a acionar a equipe mais adequada para cada situação. As informações essenciais são:
Quem fica ligando? Diga seu nome e um telefone para retorno, caso a ligação caia.
Onde ocorreu? Informe endereço completo, incluindo cidade, rua, número e referência. Em pistas, cite o nome da estrada e o quilômetro.
O que ocorreu? Descreva o tipo de emergência: “acidente de trânsito”, “pessoa desmaiada”, “incêndio em residência”, “afogamento”, entre outros.
Quantas vítimas? Informe o número aproximado e o estado visível: consciente, inconsciente, com sangramento, detido nas ferragens, etc.
Esses dados aceleram o despacho do time correta e aumentam as oportunidades de um atendimento rápido.
Como agir até a chegada das equipes de emergência
Enquanto o socorro fica a caminho, algumas atitudes podem impedir novos acidentes e auxiliar no atendimento:
Mantenha a linha aberta: o atendente pode orientar procedimentos básicos de primeiros socorros.
Sinalize o local, se for seguro fazer isso: em acidentes de trânsito, acione o pisca-alerta e posicione o triângulo de segurança.
Não se coloque em risco: em caso de incêndio, deixe o local imediatamente. Não mova vítimas de acidentes, exceto se tiver risco iminente (fogo, explosão, queda de estrutura).
Oriente a equipe: se plausível, peça para alguém ficar na rua demonstrando o endereço às viaturas.
Três erros comuns que prejudicam o atendimento
Informar localização incompleta: dizer somente “na rua tal” sem número, sentido ou referência pode atrasar o deslocamento das equipes.
Interromper a ligação antes da direção final: o atendente é treinado para extrair todas as informações necessárias. Aguarde até que ele confirme o encerramento.
Ligar para o serviço errado: cada número atende um tipo de emergência. Acionar o telefone incorreto pode atrasar o atendimento em ambas as pontas.
Com informações do Diario do Litoral



