A Câmara Municipal de Vereadores de Mongaguá postou no Diário Oficial desta quinta-feira (11) uma decisão que restringe por 180 dias o acesso de Márcia das Dores Silva, conhecida como Dra. Márcia de Mongaguá, às sessões plenárias da Câmara. A medida foi tomada depois de a ex-candidata à prefeita de Mongaguá arremessar um rato morto no plenário durante uma sessão na segunda-feira (8).
A medida foi assinada através do presidente da Câmara, Luiz Berbiz, conhecido como Tubarão. De acordo com o documento, a ex-candidata à Prefeitura interrompeu manifestações parlamentares, dirigiu ofensas a vereadores e lançou um rato morto na direção à mesa diretora, mesmo depois de receber advertências da presidência.
Conforme o ato, a restrição tem caráter preventivo e administrativo, com o objetivo de preservar a ordem, a segurança institucional e a regularidade dos trabalhos legislativos. O texto também cita a necessidade de preservar a integridade física de parlamentares, servidores e cidadãos presentes nas sessões.
O documento estabelece que a proibição não impede Márcia de exercer o direito de petição, protocolar documentos, pedir informações públicas ou fazer parte de atos específicos previamente autorizados através da Presidência da Câmara. O não cumprimento da determinação conseguirá resultar no acionamento das autoridades policiais e na adoção de medidas administrativas e judiciais.
Relembre
A ex-candidata à Prefeitura de Mongaguá, conhecida como Dra. Márcia de Mongaguá, causou tumulto durante a sessão da Câmara Municipal realizada na segunda-feira (8) ao arremessar um rato morto no plenário. Segundo ela, o animal foi visto já sem vida na praia.
O protesto ocorreu depois de a aprovação, por oito votos favoráveis e três contrários, do Projeto de Lei nº 55/2026 que autoriza a contratação de um empréstimo de até R$ 130 milhões para investimentos e obras no município.
Em vídeo que foi publicado em redes sociais depois de a sessão, Dra. Márcia criticou a proposta aprovada pelos vereadores e associou o animal ao que chamou de má gestão dos recursos públicos. “É uma ratazana em cima do dinheiro público. A cidade pequena, com orçamento normal e eles querem fazer empréstimo para jogar a cidade aí, a perder de vista e tirar tudo que a população tem”, afirmou.
Com informações de Santaportal


